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Como Amar o Planeta e Ganhar Dinheiro com Ele? Energia Verde Pode Ser a Resposta

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O movimento ambientalista está perdendo força mundialmente. Alguns desafios como resistência política, crise econômica global e a falta de ação eficaz em relação a políticas ambientais, têm dificultado o avanço de iniciativas sustentáveis. No entanto, mesmo com esse cenário, como é que o portfólio de baixo carbono gerido por Xavier Chollet está indo tão bem?

Chollet supervisiona a estratégia de Transição para Energia Limpa da Pictet, uma das maiores gestoras de recursos da Suíça. A missão é difícil. Nos últimos dez anos, as ações de energia alternativa ficaram muito atrás do índice S&P 500. Mas este ano, elas deram uma guinada. Até agora, o portfólio de Chollet, que soma US$ 5,5 bilhões (R$ 29,1 bilhões), subiu 26%, 9 pontos percentuais à frente do S&P 500.

Existem dois elementos que garantem a sobrevivência do portfólio da Pictet. Um deles é que Chollet tem permissão para definir “transição” de maneira bem abrangente. Ele tem apenas 24% do dinheiro em fontes renováveis, como solar e eólica. O restante está em outras áreas, como eficiência energética em semicondutores, eficiência energética em edifícios e produtos que tornam os processos industriais mais eficientes ou mais limpos.

A outra válvula de segurança é que Chollet evita as empreitadas mais especulativas do setor de energia verde. Ele diz: “Queremos investir em empresas que são lucrativas e não precisam de subsídios.” Isso elimina muitos candidatos óbvios para um fundo que evita carbono. As empresas de hidrogênio verde, por exemplo, costumam perder dinheiro mesmo quando recebem subvenções governamentais. Ele não investe nelas.

Foi assim que, durante a grande valorização das ações solares e de hidrogênio em 2020, Chollet ficou atrás de outros gestores de energia alternativa. No ano seguinte, as ações solares e de hidrogênio despencaram, mas o fundo da Pictet subiu. A longo prazo, sua noção mais flexível de investir na transição energética e sua preferência por ações mais conservadoras lhe deram resistência.

Investindo na energia renovável?

Chollet, 51 anos, cresceu em Genebra e ingressou no escritório da Pictet lá, logo após obter diplomas em negócios pela Universidade de Lausanne e pela Universidade de Miami. Ele está na estratégia de energia limpa desde 2011. A maioria de seus clientes são investidores institucionais ou individuais na Europa; recentemente, para o mercado dos EUA, seu empregador lançou o Pictet Cleaner Planet ETF. A equipe de Chollet é responsável por metade das escolhas de ações no fundo dos EUA.

Chollet fala com sotaque francês, mas seu portfólio tem uma inclinação americana, com 74% dos ativos em empresas dos EUA. Sua maior aposta, com quase 5% dos ativos, é na Nextracker, que fabrica equipamentos para posicionar painéis solares em direção ao sol. A empresa está no azul, com o preço das ações mais que dobrando neste ano. Isso, apesar de 2025 parecer um ano ruim para apostar em energia solar.

Para horror dos ambientalistas, Bill Gates, apenas quatro anos depois de lançar um livro sobre a catástrofe climática, agora opina que o dinheiro gasto combatendo o carbono poderia ser melhor investido no combate à pobreza e às doenças. E ainda há os políticos propagando o slogan “Drill, baby, drill” (Perfure, querida, perfure, uma referência ao processo de obtenção de petróleo).

Veja os melhores momentos da entrevista da Forbes US com Xavier Chollet.

Com um amante dos combustíveis fósseis na Casa Branca, como pode a energia renovável estar indo tão bem agora?

Porque os investidores, antecipando o pior, foram positivamente surpreendidos neste ano. O imposto que Trump aprovou não acabou com os subsídios para energia alternativa. Ele apenas colocou alguns prazos e algumas provisões de “compre dos EUA”. Diz Chollet: “As regras do jogo para a administração atual em energia solar nos EUA são muito melhores do que todos esperavam.”

O que aconteceria em um mundo sem regras, ou seja, sem mandatos ou subsídios? A energia solar e eólica não estariam mortas?

De jeito nenhum, diz Chollet: “Quase 90% das novas adições de capacidade elétrica no mundo vêm de renováveis e armazenamento, não de nuclear, gás ou carvão, porque faz sentido econômico.”

Ele mostra um gráfico com os custos de geração de eletricidade nos EUA. Combinando custos de combustível e capital, um quilowatt-hora de energia eólica terrestre custa 5 centavos, solar 6 centavos, gás natural 10 centavos. O executivo reconhece que os números das duas fontes renováveis seriam mais altos se incluíssem o custo das baterias para fornecer energia durante períodos de calmaria e escuridão.

Mas, mesmo com as baterias, ele afirma que as fontes renováveis são mais baratas do que a geração de energia a partir de combustíveis fósseis ou nuclear. Os custos que ele cita são, de forma importante, antes de qualquer benefício dos subsídios governamentais.

“Deixe os custos de lado por um momento”, continua Chollet. “Pense na disponibilidade. A pesquisa em inteligência artificial da Microsoft, Meta, Amazon e Alphabet consumirá muita energia, às vezes um gigawatt ou mais por instalação. Por exemplo, um gigawatt seria suficiente para alimentar uma grande cidade. Esses fanáticos por IA querem sua energia agora, não depois.”

O tempo de entrega de uma planta solar nos EUA é de um ano, diz Chollet; para um parque eólico terrestre, dois anos. Uma planta a gás precisa de turbinas, para as quais a espera, incluindo o tempo de instalação, é de quatro anos. Quanto à nuclear, mesmo que as usinas modulares pequenas se popularizem, levará dez anos para a obtenção das permissões e construção, afirma ele.

Futuro com a IA

Trump não gosta de fontes renováveis e não gosta de painéis solares vindos da China. Mas ele também não quer que a China avance na IA, diz Chollet. Então, o presidente americano não vai impedir a solar que alimentará os data centers.

Chollet tem participações em empresas solares, como a Nextracker que fornecem projetos em grande escala para utilitárias. Porém, ele evita empresas, como a Sunrun que fazem solar residencial.

A definição de Chollet sobre o que significa “energia limpa” permite que ele entre também no lucrativo mercado de data centers. Até agora, a Nvidia foi a beneficiária dos gastos com IA, mas Chollet vê o arco da tecnologia se inclinando para outras duas empresas de semicondutores. Ele tem participações na Broadcom e na Marvell Technology, que fabricam “circuitos integrados específicos para aplicações”.

Embora os ASICs (circuitos integrados específicos para aplicações), sejam menos flexíveis do que as unidades de processamento gráfico da Nvidia, eles são menos vorazes no consumo de energia. Chollet está nos semicondutores pelo crescimento; ele pode estar neles sob a teoria de que chips especializados causarão menos danos ao planeta do que os chips comuns.

Ações de alto crescimento tendem a ser caras e arriscadas. A Broadcom é negociada a 93 vezes o lucro por ação dos últimos 12 meses. Na visão de Chollet, seu crescimento torna o valor mais acessível a 29 vezes o lucro que ele espera para daqui a dois anos. Quanto ao risco, isso é atenuado pelas ações mais “sem graça” da linha Pictet, como a Xcel Energy, uma utilitária do meio-oeste; Linde, que vende gases para tornar os processos industriais mais eficientes, e a TopBuild, que comercializa portas de garagem e telhas de asfalto.

No entanto, o que tem de verde nas portas de garagem? A TopBuild também vende isolamento. Ao reduzir as cargas de aquecimento e resfriamento, o isolamento ajuda a preservar o planeta.

A tecnologia é incerta. O sobe e desce da política de carbono é incerto. Mas há algo a ser dito sobre aceitar o risco enquanto o modera. Em 2020, o iShares Clean Energy ETF entregou um retorno de 141%, segundo a Morningstar, deixando as ações de Chollet para trás, com apenas 54%.

Mas em 2021, o fundo iShares perdeu dinheiro, enquanto o portfólio de Chollet ganhou 12%. Na última década, o iShares obteve um retorno anual de 7% em energia limpa, enquanto a Pictet obteve 12%. Para Chollet, adotar um tom mais suave de verde tem sido uma boa estratégia.

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